The Sundering

O Encontro com nosso Primeiro Dragão

ou Cuidado com o que Você Deseja

… Continuação.

Continuando a exploração pelo mesmo nível onde nos encontrávamos, Garret e eu resolvemos tomar a dianteira um pouco para agilizar os trabalhos de exploração.

Acabamos por achar uma espécie de ante-sala, onde lutamos contra um pequeno grupo de homens-lagartos. Nada digno de nota. Depois da pequena contenda, Garret e eu encontramos um enorme baú que estava semi-enterrado. Para nossa decepção, não havia nada no baú além de muitas moedas de cobre (sim, isso mesmo, apenas moedas de cobre) e um pequeno espelho de prata bem interessante, cujo poder era o de “revelar a verdadeira beleza daquele que nele se olhasse”.

Conseguimos encontrar uma nova escada, que nos levava ainda mais para dentro da caverna. Entretanto, antes que tivéssemos a oportunidade de descer, Osfrid, usando suas habilidades inatas de desbravador, encontrou uma espécie de gosma/limo que se agarrou à sua perna com tamanha voracidade que acabou por destruir parte da armadura no local. Resolvemos, então, atacar mantendo distância da coisa. Foi um pouco demorado, mas conseguimos exterminar a meleca nojenta. Durante a luta, Jillian acabou tendo sua cimitarra corroída pela coisa.

Realmente, as criaturas que são encontradas em cavernas são bem diferentes daquelas da superfície. O que nos dá muito no que pensar… como elas foram criadas? Como se reproduzem? Do que se alimentam, quando não há nenhum aventureiro desastrado cruzando seu caminho? Enfim, estou divagando um pouco… aquele fumo que comprei antes de sair do Portal de Baldur era realmente bom!

Descendo as escadas, encontramos uma ampla abertura, por onde passava um caudaloso rio subterrâneo que era alimentado por uma cachoeira. Atravessando o rio, do outro lado da câmara, havia uma luminosidade alaranjada. Lembrou-me dos besouros de fogo contra os quais lutamos logo na entrada da caverna. Fomos surpreendidos, então, por um ataque covarde (porém, bem coordenado) de mais homens-lagartos. Esta contenda foi bem mais difícil do que as outras e o pobre Goldor quase levou a pior. Por um momento, pensei que ele seria mutilado, mas graças aos deuses o máximo que ele conseguiu foi uma bela cicatriz em seu rosto. Com um pouco de dificuldade, conseguimos sobrepuja-los.

Enquanto nosso grupo se decidia por qual caminho deveríamos seguir, Osfrid acabou subindo cachoeira acima, enquanto Garret e eu fomos explorar melhor a origem do brilho alaranjado. Como esperado, eram mais besouros-de-fogo que estavam entretidos demais com alguma coisa (acho que o cardápio era uma “lagartixa”) para prestar atenção em nós dois. Passando pelos insetos, havia um esqueleto de anão que segurava algo brilhante em sua mão. A curiosidade foi maior do que a prudência (sempre, como já dizia meu avô) e fui investigar, enquanto Garret me dava cobertura. Encontrei uma moeda anã, com uns desenhos e runas cujos significados não consegui descobrir no momento. Guardei para fazer uma avaliação mais completa em momento posterior.

Quando nós dois voltamos, Osfrid já havia descido de onde fora. Estava com uma expressão meio assustada e só conseguia falar para ninguém subir a cachoeira, pois havia uma criatura lá em cima que ele nunca vira. Começou a falar sobre algo que teria uma aparência meio de um verme gigante, com tentáculos e uma boca cheia de dentes. Se ele não fosse um paladino, diria que andou pegando meu fumo escondido. Pelo menos parou de falar na porcaria do navio que encontramos a caminho da caverna.

Nesse meio tempo, Evandele encontrou uma passagem secreta que ficava atrás de uma estátua do Deus antigo Amaunator, que estava pintado com lama escura e ornamentado com gravetos para parecer com um dragão. Sentia que nos aproximávamos de nosso destino.

Assim que a passagem secreta foi aberta, conseguimos uma “lagartixa” de capa correndo para as profundezas. Tentamos persegui-la, mas ela acabou se mostrando muito rápida e sumiu na escuridão.

Seguimos, então, pela passagem e saímos por uma ponte de pedra que passava pelo mesmo rio de antes. Ao final da ponte, saímos numa pequena ilhota que ficava dentro de um enorme lago subterrâneo. O brilho de uma montanha de ouro, na parte sul da ilhota, nos chamou a atenção. Porém, antes que pudéssemos averiguar do que se tratava, fomos surpreendidos por uma feroz “lagartixa” de capa (a mesma que correu de nós quando da abertura secreta) e cuidou de me espetar com um maldito tridente de osso. Pela descrição, era a sacerdotisa desta tribo de homens-lagartos, chamada Vektha. Apesar de ter me ferido bastante, acabou se mostrando um desafio que não estava à nossa altura e foi rechaçada.

Porém, antes de fugir, ela chamou por Thoss Furynen, o dragão negro que fomos investigar. Ele submergiu de dentro do lago e, de uma bocada só, deu cabo de sua sacerdotisa.

Por mais que lidássemos com a possibilidade de vir a encontrar com um dragão vivo, a verdade é que nada nos havia preparado para aquele momento. Estar frente a frente com um dragão negro adulto, no auge de sua glória e poder maléfico, foi realmente aterrador. Ficamos momentaneamente sem reação.

rascunhos_Drag_o_Negro.jpg
desenho de Thoss Furynen

O transe foi quebrado apenas quando Osfrid, em meio a um ataque semi-psicótico, começou a ameaçar e gritar com Thoss Furynen. Enquanto inúmeras idéias para diversas músicas e poemas inundavam a minha mente, diante da face negra da morte (um misto de beleza e terror com asas coriáceas), Garret conseguiu calar a verborragia suicida do paladino. Assim que acordei, consegui convencer Osfrid a ir embora e ao resto do grupo de leva-lo para bem longe.

Garret e eu ficamos para trás, para distrair o dragão e ganhar tempo para que o resto de nós pudesse sair dali com vida.

Após muito esforço (e lábia), conseguimos fazer com que não fôssemos devorados. Entretanto, Thoss Furynen nos incumbiu de uma missão: encontrar um de seus ovos que lhe teria sido roubado (tenho quase certeza de ter ouvido Goldor gargalhar ao ouvir a palavra “ovos”) por um mago vermelho que estava acompanhado de um orc. O nome do mago é Arvik Zaltos que, por sinal, é o mesmo nome do mago vermelho que encontramos enforcado na entrada da cidade tal.

Nosso grupo deveria levar a Thoss Furynen a cabeça dos ladrões. Caso contrário, ele destruiria a cidade. O que deveria ter sido uma simples missão de exploração, acabou ficando muito mais complicada… E Garret foi resmungado durante todo o caminho de volta, algo sobre a minha curiosidade.

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mpedroso mpedroso

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