The Sundering

Descendo pela garganta da caverna

ou Conhecendo nosso Anfitrião

Do diário de “Rato”:

Durante uma conversa que estava se mostrando pouco produtiva com aquele que parecia ser uma espécie de conselheiro ou xamã dos homens-lagartos, Garret conseguiu me convencer a poupar a vida da criatura. Como forma de agradecimento, eles nos rascunhou um mapa tosco num pedaço de pergaminho. Após, correu e mergulhou no pântano mal-cheiroso do qual nunca deveria ter saído.

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Ah, sim, a “lagartixa” também nos disse que, em verdade, não haveria apenas um dragão negro, mas um casal. Essa informação, por si só, já nos era valiosa. Mas precisávamos ter certeza de sua veracidade. Os homens-lagartos não são exatamente famosos pela confiabilidade de suas informações. Demais disso, eu não poderia perder a oportunidade de ver de perto um dragão negro! Isso seria uma valiosa fonte de inspiração para minhas futuras canções e a possibilidade de aprimorar a minha língua dracônica. Minha pronúncia anda um pouco enferrujada… Ultimamente, tenho treinado apenas com Garret.

Enfim, pedi à Jillian para chamar uma ave para que levasse as informações até então obtidas para a cidade. Um nobre e garboso falcão nos fez o favor de levar nosso pergaminho. Espero que tenha chegado a salvo.

Continuamos nossa aventura descendo ao nível inferior da caverna por uma longa escada. A cada degrau, o lugar se tornava mais frio, escuro, úmido e fedorento. Nossa, fedia mais do que os flatos do Goldor após comer um assado de bucho de javali com cebola.

Nosso grupo encontrou várias salas ao final das escadas. Enquanto os que nos guiavam teciam longas e infindáveis discussões sobre qual a porta deveria ser aberta primeiro, resolvi praticar um pouco do meu ofício para afastar o marasmo. Osfrid me pareceu especialmente irritado com o meu treino. Não consegui entender o motivo. Se tem alguém que precisa ouvir um pouco de música e alegrar o coração, é aquele paladino pomposo e mal-humorado. Ele não tem poesia no coração.

Enquanto o resto do grupo pareceu particularmente interessada em umas ossadas e numa fonte que me pareceu sem importância, resolvi descer um pouco mais pelo corredor com Jillian e Evandele.

Encontramos um pequeno ídolo de pedra em uma pequena arcada. Ao ser tocado para um exame mais cuidadoso, a estatueta começou a urrar mais do que uma harpia raivosa naqueles dias, reverberando por todo o corredor. Nem quando foi arremessada na água, ela se calou. A magia era muito poderosa. Acabávamos de perder o elemento surpresa.

Na próxima sala em que entrei, mais ossadas e mais túmulos. Um me chamou a atenção em especial. Era um enorme esquife de pedra, retratando um senhor de barba cumprida com um símbolo de proteção antigo na testa. Tive que pedir a ajuda de Goldor para poder abrir. Após um momento de tensão (no qual o bárbaro pareceu passar mal), encontramos uma maça de guerra finamente trabalhada, com o entalhe de dois dragões. Como Goldor não se interessou por ela, achei que não faria mal levá-la comigo. Com certeza, seu dono anterior não mais necessitaria da arma. Tampouco o ouvir tecer qualquer reclamação.

Continua….

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