Dona Eva

"Ei, ô menino, como é que cê chama? Eu não fiz seu parto?"

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Bio:

Nunca foi fácil viver em Baldur’s Gate. Na verdade, gosto de dizer que sobrevivemos em Baldur’s Gate. Se hoje os problemas parecem sem fim, adivinha de onde eles surgiram então, hein menino? Pois é, nasci aqui e jurei que também iria morrer aqui. Desde nova minha mãe sempre me falava que se eu quisesse arrumar um marido e viver a vida eu teria que trabalhar. Após auxiliar minha mãe no sexto parto da Tia Wendy, descobri minha verdadeira vocação: a de parteira. Foi, de casa em casa, que conheci os cantos mais sombrios da cidade e entendi que o mundo era bem maior do que as famílias que eu ajudava a compor.
As pessoas falavam de monstros, perigos e aventuras das quais eu nem sonhava. Acabei passando tempo demais nas ruas, buscando conhecer as aventuras pelos olhos de outros, a ponto de minha mãe sair de porta em porta, de guarda em guarda a minha procura. Criei diversos problemas com isso.
Em uma noite, ao atender um parto do outro lado da cidade, vi uma grande correria da guarda e grandes explosões de luz vindas de uma casa. Não resisti e me aproximei. O que vi, mudou minha vida radicalmente. Tratava-se de um belo mago que disparava diversas luzes contra a guarda. Era extasiante! Não consegui me mexer! As pessoas gritavam e pediam que eu corresse mas não conseguia me mover. De repente tudo ficou escuro e não me lembro de mais nada. O que vi depois disso, não sei descrever bem, pois há muito os pensamentos não me obedecem sabe? Acabo trocando os nomes e os fatos. Coisas da velhice.
Mas disso me lembro bem: Aquele belo mago havia me notado! Estava apaixonada! Casamos rapidamente, para o desgosto de mamãe e felicidade de Tia Wendy, que fez questão de arrumar os filhos como damas e pagens.
Com Afrânio, vivi tudo aquilo que nunca imaginei, senti como se a eternidade nos aguardava, não importasse onde.
Não há como viver sem correr riscos, e aprendi isso da pior forma possível. Passamos anos nos aventurando em terras diversas, mas o perigo sempre esteve em nosso encalço. Em um dia chuvoso, em um descampado voltando a Baldur’s Gate, fomos emboscados por um grupo de ladrões. Pedi que levassem o que quisessem, mas acabaram levando aquilo que tinha de mais precioso: meu amor Afrânio.
Não podia entender o significado da palavra viver, sem ele. Não havia vida nem morte sem ele. Estava disposta a vender minha alma pra quem tivesse interesse, pois ela já não me valia de nada. Foi então que um druida, que nos conhecia bem de nossas aventuras mundo afora, possibilitou o antes impossível e pude ver a chama dos olhos do meu amado se ascender novamente, mas não em seu habitual corpo. Agora denotava um significado totalmente diferente para companheiro, vivendo no corpo de um lobo.
De lá pra cá, a vida seguiu, em um rumo diferente e inesperado por nós dois. Mas pelo menos eu não estava sozinha.

Dona Eva e Afrânio pereceram em combate contra Silvershield, após ele se tornar um assecla de Baal. Seu corpo e de seu marido foram corrompidos pelas energias negativas do deus e seus corpos tiveram de ser cremados e suas cinzas abençoadas a fim de tentar consagrar seus espíritos.
Hoje, sua aliança de casamento é carregada por “Rato” em um cordão como última lembrança da companheira de aventuras.

Dona Eva

The Sundering mpedroso Karotyda